Proposital ou não, o fogo altera todo o ecossistema, acabando com fauna e flora locais, além de afetar a temperatura, a umidade, a qualidade do ar e da água, dependendo da extensão e do tempo de queima.
Desde sempre ouviu-se falar em queimadas. Trata-se de uma técnica rudimentar, utilizada desde o período colonial, para preparar o terreno para pasto ou plantio. Utiliza-se o mesmo processo para extração de madeira, uma vez que as plantas menores são queimadas, facilitando a retirada das árvores maiores.
O clima muito seco também pode ocasionar um incêndio florestal, principalmente no Cerrado. Mas uma simples faísca de cigarro ou a queda de um balão na mata também podem causar grandes estragos.
Proposital ou não, o fogo altera todo o ecossistema, acabando com fauna e flora locais, além de afetar a temperatura, a umidade, a qualidade do ar e da água, dependendo da extensão e do tempo de queima. Com a perda de matéria orgânica e de umidade, a fertilidade do solo também fica comprometida.
Em alguns casos específicos, como no Cerrado, a incidência de incêndios considerados naturais pode até ser benéfica para alguns tipos de plantas. Os animais que pertencem a esse ecossistema estão, de certa forma, acostumados a esse fogo ocasional e aprenderam a se proteger.
O certo é que na maioria dos casos, as queimadas são provocadas pela ganância humana, visando interesses outros, como a expansão do agronegócio. A cada ano, principalmente no Brasil, crescem os casos de queimadas, que muitas vezes fogem ao controle. Por conta disso, a Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, em parceria com outros órgãos governamentais, faz um monitoramento da ocorrência de queimadas em áreas rurais e de vegetação nativa, por meio de satélites.
Nos últimos dias o mundo tem acompanhado os inúmeros focos de incêndio que surgiram na Floresta Amazônica, considerada a maior floresta tropical do mundo, com área aproximada de 5,5 milhões de km².
Essa floresta abriga mais de 30 mil espécies de plantas e uma fauna exuberante, com aves, répteis, mamíferos, anfíbios e insetos. Sua bacia hidrográfica é a maior do mundo, com 6 milhões de km².
Por conta desse cenário riquíssimo, a Amazônia é considerada por muitos o “pulmão do mundo”. Mesmo quem não partilha dessa opinião, concorda que ela cobre 7% da superfície total do planeta e abriga cerca de 50% da biodiversidade mundial e sua devastação pode afetar o clima do mundo todo. Essa é a razão de tantos dirigentes estarem preocupados com o fogo que continua queimando no norte do nosso país.
A preservação da floresta amazônica começa no ambiente escolar, onde crianças e jovens aprendem a sua importância e o quanto é fundamental cuidar do planeta Terra, para que possamos garantir a vida no futuro próximo.
Iris Sayago - MTb 15.737 Coordenadora de Comunicação e Marketing Colégio Palavra Viva